sábado, 20 de junho de 2026

ESPINHOS DA FLOR VALEU À PENA DIZ TOM

 

ESPINHOS DA FLOR VALEU À PENA DIZ TOM




Por Gleideston Rodrigues*

Fui apresentado ao escritor Antonio Saracura, primeiro através da sua obra Os Tabaréus do Sítio Saracura, que li anos atrás. Naquela época eu morava em Brasília e, em férias em Aracaju, adquiri o livro e levei comigo para ler por lá. Fiquei encantado com a leitura, principalmente pela forma quase coloquial da escrita e da narrativa. Pareceu-me uma conversa entre amigos que rememoravam coisas de um tempo precioso de suas vidas. Agora, depois de tantos anos, o conheci pessoalmente e dele recebi seu mais novo romance, Os Espinhos da Flor. E ainda com o privilégio do autógrafo!

De antemão, confesso que foi prazeroso atravessar - com a permissão dos personagens, as porteiras do tempo, para seguir o caminho do casal Romo e Flor.

A trama do romance percorre a vida desse casal e de seus familiares, desde o momento em que se conheceram ainda muito jovens lá pelas cercanias de Itabaiana. À primeira vista, trata-se de um romance de memórias, entremeado de uma construção ficcional de falas e de ações. Assim, no decorrer do enredo, o leitor torna-se um observador onisciente que acompanha as desventuras vividas por Flor ao longo dos anos de convívio com Romo, o seu marido turrão, filhos e netos. Ela é a personagem contadora dessa história. Por isso, a narrativa, em grande parte, é feita em primeira pessoa. São os seus momentos de confessionário, nos quais revela os sonhos perdidos de uma vida feliz e os percalços da vida de casada. O leitor é agora seu confidente.

É um romance carregado de humanidade, porquanto repleto de sentimentos, muitas vezes antagônicos, como é a vida de seus personagens: momentos alegres e tristes, de amor-ódio, compaixão-inveja, ciúmes, mas também de sátiras e irreverências, qualidades intrínsecas às atitudes da protagonista. Nesse particular, mesmo as tragédias cotidianas se transformam em situações cômicas, que levam o leitor a dar boas risadas durante o processo de leitura. Mas não se engane com essas amenidades, pois a trama recrudesce num crescendo de conflitos e aflições à medida que a passagem dos anos acentua o envelhecimento e as fragilidades que daí decorrem. Até chegar ao clímax, quando algo emblemático acontece: com a chegada da velhice, Flor e Romo vão perdendo a memória e, paulatinamente, adentram o mundo do esquecimento.

Para além dessas questões existenciais, o romance possibilita ao leitor uma visão pitoresca do espaço-tempo onde a trama se desenrola. É o caso das ruas do bairro Santo Antônio e de estabelecimentos comerciais dessas localidades, muitos dos quais já não existem. Também elementos do contexto social da época, seus costumes e modos de ser, boas e más condutas nem sempre bem vistas pelas famílias, como as escapadas de Romo para a praça do Cemitério Santa Izabel em busca de “diversão”. Tais relatos faz o romance transitar entre o ficcional e o testemunho de um tempo perdido, que, por agora, é redimido através da pena do escritor.

Contudo, o que é mais importante sublinhar dessa epopeia familiar, é a estranha esgrima que se estabelece desde o princípio entre Flor e Romo. Ela, descendente dos Ferreiros, que eram “cordiais e festeiros”. Ele, dos Saracuras, “capitalistas, de falar e agir contidos”. Essas diferenças atávicas entre eles, que somem e ressurgem em a todo instante, parece ser o Fio de Ariadne que opera a tessitura do romance. Isso eleva a narrativa a um nível de suspense extasiado do começo ao fim. Flor é aquela mulher, em “estado de oxímoro”, no dizer de Dal Farra (2025). Ela é, e às vezes não é. Só depende das suas próprias vontades. Algumas vezes doce, noutras, férrea. Por isso, não sucumbe às imprecações do rude companheiro. Ela é, ao mesmo tempo, flor e espinho. É metafórica. Quem suporia uma conciliação entre seres tão dispares? Isso o leitor só saberá no final do livro.

Esse novo romance do Antonio Saracura, pela leveza de sua escrita e pelo lirismo como aborda com sutileza questões complexas da existência, tomando como ponto de partida personagens fictícios (ou não!), nos arrebata pela singeleza e pela possibilidade que dar ao leitor de refletir sobre a condição humana.

Valeu a pena, Saracura!

*Membro da Academia Riachãoense de Letras, Artes e Cultura18/06/2026, 21:17:17] Tom Academia de Letras do Riachão: Olá, Saracura!

Eis aí umas coisas que escrevi sobre o seu livro.

Gostei muito!

Até!

 

 [19/06/2026, 14:32:46] Antonio Saracura: “Algumas coisas…”  que gratificam e mostram sua bondade comigo.

Bastava um único leitor assim como Tom, para ter valido a pena escrever.

Bastava um 👍,  mas você me prestigia com uma análise  completa da alma do livro, da alma dos personagens… da alma de nosso povo.

Obrigado, Tom

 [19/06/2026, 14:39:11] Antonio Saracura: Um simples obrigado? estou aqui gaguejando  mil palavras, mas entenda como uma festa que nada consegue verbalizar tão  bem sem se perder, por isso. o seco e poderoso “Obrigado, amigo”. .Bom final de semana!

 [19/06/2026, 14:45:53] Tom Academia de Letras do Riachão: Obrigado, querido!

Até breve!

CARLOS FRANÇA ME DÁ O MAIOR PRÊMIO

CARLOS FRANÇA ME DÁ O MAIOR PRÊMIO

 


10:46, 16/06/2026] Carlos França:

Amigo, Saracura, neste exato momento às 10horas e 41 minutos do dia 16 de junho de 2026 estou acabando de ler seu maravilhoso livro " Os espinhos da Flor".

Meu amigo, seu livro é uma obra prima, confesso que me emocionei com a passagem da Dona Flor para o mundo espiritual, parecia que eu estava ao lado dela, como de resto me emocionei com todo o conteúdo.

O livro você disse é uma ficção, mas poderia ser real.

Parabéns por esse trabalho maravilhoso.

Romo, Flor e seus descendentes me encantaram.

Obrigado

[10:47, 16/06/2026] Obs: Peço que coloque meu depoimento nas suas redes sociais.

XXX

[20/06/2026, 19:28:50] Antonio Saracura: Boa noite, Carlos Franca,

Obrigado pelas bonitas palavras sobre Os Espinhos da Flor.

 [20/06/2026, 19:29:20] Antonio Saracura: Vou divulgar mesmo ‎<Mensagem editada>

 [20/06/2026, 19:32:21] Antonio Saracura: “O feed-back” do leitor é o maior prêmio ao escritor. É quem o anima a prosseguir.

 [20/06/2026, 19:32:41] Antonio Saracura: Obrigado, amigo Carlos.

 

sábado, 16 de maio de 2026

Quando o Regional se Torna Universal, Francisco Bernivaldo Carneiro

Quando o Regional se Torna Universal.



 O sergipano Antônio FJ. Saracura pertence à rara linhagem de escritores que não apenas narram histórias: fazem a própria terra falar. Em “Os Espinhos da Flor”, ele reafirma a força de uma pena madura, profundamente regionalista e marcada por refinada sensibilidade humana, compondo uma obra robusta, impregnada de memória, identidade e observação social.

O livro transita com segurança entre o romance regional, a evocação afetiva e a leitura crítica das relações humanas, construindo personagens que parecem moldados no barro quente do sertão, entre suor, silêncio, resistência e contradição. Saracura escreve com autenticidade rara. Sua linguagem não se rende ao artificialismo nem à ornamentação vazia: brota viva, oral, imagética e carregada de densidade cultural. Em muitos momentos, o leitor não apenas acompanha os acontecimentos — sente o cheiro da terra molhada, escuta o rumor das casas antigas, percebe o ranger das porteiras, os silêncios da roça e os espinhos escondidos sob a delicadeza da flor anunciada no próprio título.

Como já ocorrera em “Tambores da Terra Vermelha” e “Portugal de Minha Vó Cega” — livros que igualmente merecem leitura e aplauso —, Saracura demonstra sólido domínio narrativo, forte consciência estética e impressionante capacidade de converter o regional em universal. Seus personagens pertencem a um chão específico, mas suas dores, afetos, perdas, esperanças e ambiguidades alcançam qualquer leitor, em qualquer latitude.

Há na escrita de Saracura ecos da grande tradição oral nordestina, lirismo contido, crítica social sem panfletagem e uma percepção profundamente humana das fragilidades e resistências do povo sertanejo. Antônio FJ. Saracura escreve como quem conhece por dentro o solo que pisa, os ventos que atravessam a caatinga e as cicatrizes invisíveis deixadas pelo tempo. Talvez por isso sua literatura carregue tantas verdades — daquelas que não se fabricam: nascem.

“Os Espinhos da Flor” confirma, assim, o vigor literário de um autor que honra a tradição cultural sergipana — especialmente a de Itabaiana — e revela potencial cada vez mais sólido na literatura regional contemporânea brasileira. Trata-se de uma obra que não apenas se lê: atravessa o leitor, deixando marcas discretas, porém duradouras, como certos espinhos que a memória jamais consegue arrancar por inteiro.

Bernivaldo Carneiro, ESCRITOR CEARENSE, autor de romances, crônicas, contos e registro histórico.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

OS ESPINHOS DA FLOR por Jilberto Rodrigues

 

OS ESPINHOS DA FLOR por Jilberto Rodrigues

Os Espinhos da Flor é o mais novo romance do escritor Antônio F J Saracura, publicado ano passado pela Editora Infographics. 

Já começo chamando atenção do leitor que a leitura dessa obra deve ser lenta, como quem degusta prazerosamente, de gole em gole, uma taça de vinho. Nesse ato de degustar a obra em seus capítulos, a cada livro (são oito ao todo) o leitor vai se encantando com os lances emotivos, saudosos, realísticos de uma narrativa fluida e envolvente em que figuram os protagonistas Romo (Rômulo) e Flor (Florita) de forma bem arquitetada, conforme o engenho criativo do escritor itabaianense.

Os cenários em que Romo e Flor atuam são recorrentes em outras obras do escritor, predominando o espaço urbano de uma grande cidade, no caso, Aracaju.  Nesse macro ambiente, esses personagens de origem humilde, provenientes dos povoados Flechas e Terra Vermelha, estabelecem-se, mas não apagam de tudo o passado em seus povoados de origem. Pelo contrário, em meio à nova vida, fincam suas raízes, marcam seu território e enfrentam os desafios.

         Saracura é um apaixonado por seu povo e pelo lugar de sua origem, de modo que, em cada livro que publica, traz à tona uma enxurrada de informações sobre sua gente. E com isso, não só resgata os tabaréus, preservando sua história, seus hábitos e seus costumes locais, como os eterniza para as gerações futuras.

         Outro detalhe que chama atenção na obra de Saracura é o fato de o narrador ser muito fiel à realidade em que Romo e Flor vivem. Numa narrativa minuciosa, ao estilo de um diário, ele expõe os altos e baixos da vida de casados desses personagens protagonistas.

Altos e baixos?

Ou seria uma forma metafórica, um jogo de imagens entre “espinhos” e “flor”, artifício usado como pretexto a fim de denunciar o machismo de um homem conservador e prepotente sobre uma figura feminina. Mesmo tendo uma aparência frágil, essa figura tem força para reagir ao modelo imposto por uma sociedade tradicional e machista, sem deixar de ser uma mulher amorosa, praticante de boa fé e uma excelente chefe de família.

Leiam a obra e tirem suas próprias conclusões.




(Por Jilberto Rodrigues de Oliveira, presidente da ALCAM/SE, MALHADOR, 04 DE FEVEREIRO DE 2026).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

UMA CARTA VINDA DO CEARÁ, Bernivaldo Carneiro

 

UMA CARTA VINDA DO CEARÁ, Bernivaldo Carneiro

  



Caro Domingos Pascoal, tudo bem?

 Acabei de ler “PORTUGAL e Minha Avó Cega” e gostei tanto que não resisto em lhe solicitar: leve ao Saracura essa impressão rápida e sincera.


O livro me chegou mais como voz do que como obra — voz antiga, dessas que tateiam o mundo quando a visão falha e, talvez por isso, enxergam mais fundo. Escrita irônica, bem-humorada e sem pose, do tipo que não pede pressa: pede escuta.

Na lucidez da avó cega — eixo do livro — Portugal deixa de ser mapa e passa a nos pertencer. Ali há mais do que memória: há legado.

Por coincidência, naquela mesma semana, eu, minha mulher e um casal de amigos também circulávamos por Lisboa e arredores. Pena não termos nos encontrado lá. Teríamos certamente aberto um vinho e conversado sobre literatura, viagens, física quântica, a flexibilidade dos cachimbos de barro e as idiossincrasias dos miolos de potes.

Diga-lhe ainda que escrevo narrativas de viagem e a excursão acima referenciada integra o segundo livro de uma trilogia que venho construindo. E que terei enorme prazer em ler outros livros dele — por compra ou por um honesto escambo literário.



Abraço grande!

(Por Bernivaldo Carneiro, de Fortaleza, em 2026jan03)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

SILVANA MENDONÇA VIVEU O LIVRO, Silvana Mendonça

 

SILVANA MENDONÇA VIVEU O LIVRO

(Silvana é minha prima, artista plástico de sucesso, e que fez a capa do meu romance “PÁSSAROS DO ENTARDECER” e do livro de contos “OS FERREIROS”).




(Três dias antes):

Você não tem ideia da importância, da satisfação, do orgulho que tenho de ler seus livros. Nem eu mesma sei explicar pq gosto tanto de conhecer esse passado tão penetrante, tão próximo de mim, ao ler cada "história" fascinante. É uma saudade inexplicável que sinto da minha primeira infância nas Flexas, lembranças do meu pai, das minhas raízes... Ainda estou só começando "Os Espinhos da Flor".

Obrigada por vc existir, obrigada por escrever.

xxx

(Concluída a leitura do livro):

“Os Espinhos da Flor”, me prendeu esses três dias. Não fui ontem à tarde (Tarde de autógrafos que aconteceu na livraria Leitura no Riomar) pq estava apegada demais ao livro e, depois dos afazeres, meu pensamento era o devorar e assim fiz. Terminei agorinha.

Nem tenho palavras pra dizer o que achei do romance, mesmo pq falaria demais (Ferreiros que sou). Não pararia tão cedo de comentar, de tão especial que achei o livro.

Não me canso de agradecer a Deus por pertencer aos ferreiros que dão valor às origens, são alegres, inteligentes e conversadores.

Quanta coisa linda! Vou parar por aqui pra não repetir tanto as mesmas palavras de Tia Florita ... E eu que tentava mudar em mim algumas coisas... Minhas filhas me repreendem dizendo que eu falo pelos cotovelos. Mas que agora vejo que não roubei, herdei. E essa herança vem de longe e tem muitos ferreiros parecidos, não adianta eu querer mudar.

O sentimento que sinto ao ler um livro seu é bem parecido ao pegar uma tela em branco, pincel e tinta. A emoção de ver a pintura ganhando vida.

Estou triste pq acabei de ler, estou feliz pq vou viver uns dias viajando nas lembranças da leitura e da certeza das minhas identificações no jeito de ser com muitos ferreiros, certamente.

Vou dizer que o livro é excepcional.

(Saracura agradece):

Silvana, estou aqui comemorando suas palavras e achando que nosso povo rude mereceu (merece muito mais) os romances, contos, crônicas e poesias que escrevi sobre ele. Alguém teria que escrever (ou pelo menos começar a contar nossas histórias). Gente comum merece ter suas histórias contadas porque somos a grande maioria e que passa batida. A maior parte das obras literárias tratam de extremos: os pobres demais, os ricos demais, os maus demais, os bons demais. Acho que somos muito mais interessantes pois somos quase todo mundo.

Obrigado por se interessar pelos meus livros. Por falar deles. O escritor não existe até a horas em que o leitor abre o jogo e fala de sua obra. Enquanto isso, ele sofre inseguro, ansioso, por melhor que tenha escrito sua obra.

(Aracaju, 22 de dezembro de 2025)

 

GOSTOU DESDE A PRIMEIRA PÁGINA, Ismael Pereira

 

GOSTOU DESDE A PRIMEIRA PÁGINA

 

Ismael Pereira acabou de me ligar (22.12.2025) dizendo que iria falar da leitura que fez de meu livro “Os Espinhos da Flor”:

“Gostei desde a primeira linha lida. E não consegui parar a leitura. Quando precisei, estive sempre querendo retornar ao livro.

Suas palavras incomuns me levaram a momentos passados de minha vida e me fizeram recordar situações agradáveis que já iam se perdendo no passado.

Fiquei apaixonado por essa inconfundível e genial dona Flor que sempre desperta mais forte, mais disposta a realizar sonhos e, quando não consegue do jeito certo, inventa um, que funciona também.

Seus Saracuras e seus Ferreiros despertaram em nossos mundos, saídos do passado silencioso, ancestrais que agora são motivos de orgulho e de respeito. Você nos deu a todos, os clãs de que nos orgulham.

Sua obra mostra ao mundo o povo sergipano, representado pelo povo de Itabaiana, com suas particularidades, como um grande povo também, agora, com personalidade própria e destaque no mundo literário.

E digo por fim : 

Não sei se gostei mais de Os Espinhos da Flor ou de Os tabaréus do Sítio Saracura, que me encantou sem limite. Para mim, estas são duas obras primas da literatura brasileira.


(Foto Israel (filho de Ismael e Isabel Melo) que foi ao lançamento pois Ismael (o pai) esteve viajando). 

(Aracaju, 21 de dezembro de 2025)




(T3xro Acho que ele falou o que digo a seguir, talvez em uma ordem diferente e com outras palavras).

 

 

OLHOS VERDES DE RAIVA, Henrique Lemos

 

OLHOS VERDES DE RAIVA

 

Há alguns meses atrás recebo do meu amigo e escritor Antônio Saracura mais um livro ainda em fase de formatação ou protótipo como também o chamo (rsrs).

Bom, vamos lá!

Seu título era OLHOS VERDES DE RAIVA, ok?

Assim que possível, iniciei a leitura e a cada página, mesmo sendo digital, me parecia uma saborosa torta de chocolate... (rrs. Hummm).

Diferentemente de outros livros dele que também fiz pré-leitura, neste não encontrei nada que eu pudesse sugerir alguma mudança. Fora alguns poucos erros de digitação, ele está prefeito.

Digo isso tendo em vista a riqueza de detalhes que o livro oferecia: Ao lermos cada capítulo temos a sensação de sermos absorvidos pela história e somos tomados por vários sentimentos como admiração, alegria, amor, raiva, indiferença, tristeza, saudades... Mesmo estando ocultos sem que ninguém nos perceba (os personagens) somos arrebatados pela história e participamos dela como se fosse um filme real. Convivemos com vários personagens fortes, que passam por poucas e boas, mas não desistem nunca. Aprendemos sobre o verdadeiro amor e o perdão.

A! Sim. Agora publicado, recebi o meu exemplar, que mudou de nome: Em vez de “Olhos Verdes de Raiva”, se chama, “Os Espinhos da Flor”, que acabo de ler inteiro de uma sentada prazerosa. Essa sentada é um modo de falar, a gente sente assim... o livro, um romance azougado e não desgruda, tem 300 páginas, se bem que as letras são de bom tamanho e a narrativa permeada de ensombrados espaços para descanso.

 

(Por Henrique Lemos e Aracaju, 2025out31)

Nota do escritor: O original veio em forma de fotografia e o scaneamos para formar o texto acima, que perdeu alguns pontos pela pressa com que andamos, mas ganhou outros complementos por um alentado telefonema do pré-leitor que me acompanha.

(Foto original):

 

 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

SILVANA DAS REDES E A IRMÃ PROFESSORA, Silvana Bacamarte

 

SILVANA DAS REDES E A IRMÃ PROFESSORA


2025nov15

(Silvana no wsap):

“E minha irmã, a professora que estava na Bienal e comprou seu livro (Os Espinhos...), está gostando bastante.

Ela disse que, ao terminar de ler, vai ligar pra você!

(Estou rezando e esperando).

Eu já li todo. Fala da doença de seu pai (Alzheimer), triste e real. Gostei bastante da parte em que Flor estava sã administrando sua vida solitária, apesar de arrodeada.

Não esqueça de que estou precisando de dois livros seus: Meninos que não queriam ser padres” e “Os tambores da Terra Vermelha”. Eu emprestei a não recebi de volta e nem sei mais a quem foi. Não esqueça! Jesus nos abençoe".




(Já levei os dois livros, foi meu presente de Natal a esta leitora fiel desde o tempo em que era balconista da loja de chapéus na rua da Feira).



 

OS INVEJOSOS DE ITABAIANA VÃO MORRER SECOS, Nandinho de Sizino

OS INVEJOSOS DE ITABAIANA VÃO MORRER SECOS 

(2025nov13, no meio da tarde, Nandinho de Sizino ao telefone):

“Oi Tonho, quando cheguei em casa, li mais de cinquenta páginas de uma vez. Que leitura boa, rapaz! Não acabei o livro porque ele é grande e eu tinha meus afazeres.

Você sabe que minha vista está péssima. Ainda bem que você fez o livro com letras graúdas. Quando terminar, eu volto a falar com você”.

(Três dias depois, Nandinho ligou outra vez):

“Anote aí, Tonho. Acabei o livro. Eu queria escrever, mas minha vista tá ruim e cada vez fica pior. “Os Espinhos da Flor” é muito bom, melhor até do que os belos livros anteriores que você escreveu. Cada frase é um filme. Quem lê um livro de Saracura, quer ler todos.

“Os Espinhos da Flor” falam de velhice, de solidão, mas é alegre até nas dores que cabem à idade.

E as pessoas compram seus livros, não param de comprar.

Os invejosos de Itabaiana vão morrer secos, pois ninguém chega perto de sua escrita. Eles  não leem por despeita e não se conformam porque tanta gente fala bem dos livros de Saracura...

Anotou tudo?”

(Eu deveria ter gravado!) 

(Acreditei, para meu bem, para me animar, para prosseguir escrevendo, no que me disse Nandinho).


(Aracaju, 2025nov13, escrito por Antônio FJ Saracura durante e após o telefonema).

 




 

UMA MULHER COM ASAS DE PALHA, Ednalva Freire

 UMA MULHER COM ASAS DE PALHA


Naquele que o próprio autor anuncia como sendo seu último romance, Saracura se apresenta com uma linguagem poética que ele utiliza de forma muito apropriada, buscando nas raízes profundas da Terra Vermelha o significado das palavras e dos gestos que ele pretende resgatar como um compromisso de memória que ele registra para não deixar se perder.

Vidas que se cruzam e se entrelaçam, lugares que percorre como se carecesse trazer de volta a infância, um sonho contido que permeia a vida de todos nós e que parece agigantar-se na velhice quando, segundo ele, a solidão se torna companheira inseparável. É uma história de família protagonizada por Flor. Colhida aos dezoito anos de idade, o jardineiro que lhe devia admiração, amores e cuidados a aprisiona e a maltrata porque, como ela acaba declarando em sua velhice como forma de absolvição, "ele percebeu que se me desse espaço eu o ocuparia de imediato".

Flor e Romo se casam no final dos anos trinta do século passado e criam juntos doze filhos. A lida na roça envolve o trabalho com a terra e a criação dos bichos. A junção desses dois elementos são a garantia de boa nutrição para uma família tão prolífera e ainda suficiente para manter vivo um ou outro sonho. O mais comum, para aqueles que tiram da terra tudo aquilo que ela nem sempre pródiga pode lhes dar, é criar os filhos na cidade grande onde os estudos lhes garantirão um futuro melhor. É o que alimenta Flor já que Romo muitas vezes a fez "chorar sozinha, presa num armador de rede " ou quando ele "me empurrou para dentro de casa, amarrou meus pés e mãos, me trancou na camarinha escura". A cidade grande além de ser melhor para os filhos pode ser uma libertação para Flor. Ela já se conformara em ficar quieta, em não alçar voos. Ela já sabia que as suas asas que teimavam em crescer na sua imaginação, eram de palha. Como Ícaro, se voasse muito alto poderia se esborrachar no chão.

Caminhar era preciso.

Muitas mulheres aprendem a viver de silêncios como resistência, quando a voz. por falta de uso e de escuta, engasga as vontades e elas sequer a usa como desafio ou como arma.

Bem estabelecidos em Aracaju, filhos criados e bem-postos, a vida prepara uma armadilha pra Romo. A memória começa a lhe confundir as coisas. Mas mesmo quando a memória falha, o instinto de submeter Flor permanece sob as mais variadas formas das quais nem mesmo ele se dá conta, mas que ferem na mesma medida do passado.

Pode não ser proposital, mas é cruel do mesmo jeito. Por fim, Romo a expulsa de casa sem qualquer aviso. Apenas troca o cadeado e a deixa na rua. Os filhos a acolhem com cuidados e muito carinho.

Eles são o bálsamo da sua vida.

Quando Romo fica extremamente debilitado, Flor manda que os filhos o tragam para sua casa com toda a equipe de cuidadores. Será minha vingança às avessas, ela declara. "Guardarei as flechas silenciosas na aljava e sussurrarei ao ouvido dele cada mágoa que me causou na vida".

Assim que Flor completou 81 anos, Romo, que lhe cravara tantos espinhos desde os 18 anos, com essa cabala cruel a libertou. Agora ela pode finalmente cultivar as suas asas. Lembra-se com carinho da tia Valentina, aquela que quebrou imagens, estraçalhou tabus e encantou as cabeças das meninas que a conheceram. Não esperava autorização, ela mesma fazia. Tia Valentina sempre usou as suas asas.

A partir desse momento Flor se abre para a vida de forma intensa. Nas festas de família agora agigantada com tantos filhos e netos ri desbragadamente, deixando que toda a sua alegria de viver se espraie como um rio a desaguar livre. Em um desses momentos que serão muitos, seu filho Vito, tão sonhador quanto ela, se encanta com o brilho dos seus olhos verdes e os elogia, ao que ela responde sem se engasgar com as próprias palavras que agora lhes são libertas; "olhos verdes de raiva profunda, baços de dor recolhida".

(Por Ednalva Freire Caetano- Pedagoga e Mestre em Educação pela UFS, em Brasília, 2025dez08)

(Saracura, em 2025dez08)

Bom dia, professora Ednalva!

Estou aqui sorrindo, contente, grato. Sua resenha sobre “Os Espinhos da Flor” sustou mil apreensões que me atribulavam, que sempre  me maltratam em todo lançamento.

Desci  à planície, estou em paz agora. E me sinto forte para menosprezar os deslizes (escaparam vírgulas fora do lugar e outros bugs invisíveis até o livro pronto), para acatar sereno os silêncios…

Já havia recebido notícias de que leitores concluíram a leitura, mas eu precisava de alguém que falasse dela.

E vem você sentindo  as dores e as alegrias desta flor,  que não merecia ter espinho  ou dor nenhuns.

Como não sei como agradecer, faltam-me as palavras, então o faço com o “Muito Obrigado, amiga Ednalva”, que é a praxe dos encantados.

 

(Ednalva, em 2025dez08): Valeu Saracura! Você sabe que a gente não é ninguém quando escreve. Até que alguém diga alguma coisa! Adorei o seu livro e Flor que sou senti cada espinho na carne.  17:00h. 

 

NÃO CONSEGUI PARARM,Genailde Andrade

 

NÃO CONSEGUI PARAR   

 [01/11/2025, 13:45:10] Genailde, irma De Genilson Andrade:

Terminei agora de ler este livro.  Muito bom !!   Comecei ontem pela manhã  e não consegui parar de ler ( até acabar… ).

 [01/11/2025, 13:54:42] Antonio Saracura: 


Boa tarde,

Querida leitora:

Graças a Deus!

Obrigado pelo retorno

O retorno do leitor é o alimento do escritor.

Divulgue meu livro

Vai estar nas livrarias dos shoppings de Aracaju e na Livraria Planeta de Papel em Itabaiana .

 Vou usar seu comentário pra divulgar “Os Espinhos da Flor”. Ok? 👌 ‎<Mensagem editada>


[01/11/2025, 13:57:20] Genailde Andrade:



Ok.  Já divulguei nos meus grupos de WhatsApp e vou continuar a fazê-lo.

AGUARDA O PRÓXIMO, Josefa Costa

 

AGUARDA O PRÓXIMO


(Logo que comecei a ler, pelo wsap, em 15/12/2025)

Obrigada, já comecei a leitura, interessante é que todos seus livros sempre tem algo que me leva ao meu passado, as lembranças vêm à tona de minha vida lá nos anos 40, vocabulário, já encontrei a palavra “pinima”, minha mãe chamava muito, aí não tem como não lembrar....

Todos seus escritos para mim são maravilhosos.

Obrigada, sucesso em sua trajetória.

Aguarde meus comentários, assim q terminar a leitura.


(Em 28/12/2025):  

Terminei minha leitura, do livro Os Espinhos da Flor, só posso dizer que gostei, como sempre, me identifico com seus escritos. Deus lhe deu inteligência para criar e descrever, uma imaginação acrescida de criatividade, que faz a gente não querer parar a leitura, sempre focado nas suas origens, lugares costumes que remetem aos anos 40, em várias partes me vi ali.

Parabéns!

Fico aguardando o próximo.

Sucesso na sua caminhada.

Um Ano Novo recheado de coisas boas.

Feliz 2026.


(Josefa Costa)

segunda-feira, 30 de março de 2020

TRÊS DEDICATÓRIAS


TRÊS DEDICATÓRIAS EM PÁSSAROS








(Foto ilustrativa; mais um querido leitor em uma tardinha na Escariz Jardins (O Escritor na Livraria) leva pra casa dois livros: PÁSSAROS DO ENTARDECER  e MINHA QUERIDA ARACAJU AFLITA; vai gostar muito!).  







Para Selma, filha de Ananias, um dos primeiros homens que saiu do Povoado Matapoã, Município de Itabaiana, para o sudeste e sul do país; tendo desbravado estradas com o seu caminhão em todo o Brasil.

Para Maria Helena, filha de Ananias, um dos primeiros homens que saiu do Povoado Matapoã, Município de Itabaiana, para o sudeste e sul do país; tendo desbravado estradas com o seu caminhão em todo o Brasil.

 Para Antônio Vieira de Oliveira, Tonho de Daniel, que, com 17 anos, saiu do Povoado Matapoã Município de Itabaiana, para trabalhar na lavoura no Estado de São Paulo.

xxx

O professor Taurino trouxe-me a encomenda e eu senti uma grande alegria. Um leitor de Itabaiana manda três livros para parentes que moram fora. Ele gostou e achou que o livro iria encantar Selma, Maria Helena e Antônio Vieira de Oliveira (a história de Antônio eu preciso escutar).

Itabaiana, 14 de janeiro de 2020


Obrigado.
Apenas revisando, os três livros saíram por 90.25 foi sua comissão que preciso pagar mais vezes. Leia Pássaros (que achei que você conhecia desde a bienal) e ofereça às pessoas que você sabe que gostam de minha escrita.
Sobre a minha preocupação da edição acabar (lembra daquela história do bodegueiro e o freguês que comeu o estoque todo de pastéis). O bodegueiro seria da Matapoã?
Eu também sou.
Um pouco.


MARCELO PULIDO VOOU COM OS PÁSSAROS


MARCELO PULIDO VOOU COM OS PÁSSAROS






Antônio Francisco de Jesus Saracura <afjsaracura@gmail.com>   20:56 (há 3 minutos) para eu:
[10/12/2019 06:04:30] Marcelo V Bienal De Itabaiana Leitor De os Tabaréus:




(Foto ilustrativa: um casal que gosta de ler meus livros veio à Escariz uma tardinha (O Escritor na Livraria) e levou Pássaros.Obrigado, um grande abraço). 






Comecei a ler seu livro semana passada. Muito bom, como já esperava. Gosto do seu estilo, de como usa a história e as palavras para ir além delas.
Estou lá pelo capítulo dez, depois te conto mais. Abraço e bom dia!

[23/01/2020 18:17:55] Marcelo V Bienal De Itabaiana Leitor De os Tabaréus:
Meu amigo Saracura!

Você me deu presente, faz tempo... Eu comecei a ler depressa, na mesma rede de sempre, depois do almoço, com a Serra ao fundo. Mas quando fui terminando, passei a ler devagar, quase ao contrário, pra não terminar. Mas terminou.

Você me pediu, na dedicatória, uma avaliação. Só que avaliação, pra professor que se preza, é sobre si mesmo. Então, me peguei pensando: quanto de Saracura tem em Zé de Ulisses? Quanto é biografia, quanto é romance? Não sei e não quero saber. Só sei que gostei, e agora quero saber qual será o próximo!

Nos vemos logo. Abraços!

[23/01/2020 20:54:28 Antônio Saracura:
Kkk
Marcelo,
Que bom que leu todo. Um leitor assim vale ouro. Um grande abraço.
Saracura

Enviado do meu iPhone