SILVANA MENDONÇA VIVEU O LIVRO
(Silvana é minha prima, artista plástico de sucesso, e que
fez a capa do meu romance “PÁSSAROS DO ENTARDECER” e do livro de contos “OS
FERREIROS”).
(Três dias antes):
Você não tem ideia da importância, da satisfação, do orgulho
que tenho de ler seus livros. Nem eu mesma sei explicar pq gosto tanto de
conhecer esse passado tão penetrante, tão próximo de mim, ao ler cada
"história" fascinante. É uma saudade inexplicável que sinto da minha
primeira infância nas Flexas, lembranças do meu pai, das minhas raízes... Ainda
estou só começando "Os Espinhos da Flor".
Obrigada por vc existir, obrigada por escrever.
xxx
(Concluída a leitura do livro):
“Os Espinhos da Flor”, me prendeu esses três dias. Não fui
ontem à tarde (Tarde de autógrafos que aconteceu na livraria Leitura no Riomar)
pq estava apegada demais ao livro e, depois dos afazeres, meu pensamento era o devorar
e assim fiz. Terminei agorinha.
Nem tenho palavras pra dizer o que achei do romance, mesmo pq
falaria demais (Ferreiros que sou). Não pararia tão cedo de comentar, de tão
especial que achei o livro.
Não me canso de agradecer a Deus por pertencer aos ferreiros que dão valor às origens, são alegres, inteligentes e conversadores.
Quanta coisa linda! Vou parar por aqui pra não repetir tanto
as mesmas palavras de Tia Florita ... E eu que tentava mudar em mim algumas
coisas... Minhas filhas me repreendem dizendo que eu falo pelos cotovelos. Mas
que agora vejo que não roubei, herdei. E essa herança vem de longe e tem muitos
ferreiros parecidos, não adianta eu querer mudar.
O sentimento que sinto ao ler um livro seu é bem parecido ao
pegar uma tela em branco, pincel e tinta. A emoção de ver a pintura ganhando
vida.
Estou triste pq acabei de ler, estou feliz pq vou viver uns
dias viajando nas lembranças da leitura e da certeza das minhas identificações
no jeito de ser com muitos ferreiros, certamente.
Vou dizer que o livro é excepcional.
(Saracura agradece):
Silvana, estou aqui comemorando suas palavras e achando que nosso povo rude mereceu (merece muito mais) os romances, contos, crônicas e poesias que escrevi sobre ele. Alguém teria que escrever (ou pelo menos começar a contar nossas histórias). Gente comum merece ter suas histórias contadas porque somos a grande maioria e que passa batida. A maior parte das obras literárias tratam de extremos: os pobres demais, os ricos demais, os maus demais, os bons demais. Acho que somos muito mais interessantes pois somos quase todo mundo.
Obrigado por se interessar pelos meus livros. Por falar
deles. O escritor não existe até a horas em que o leitor abre o jogo e fala de
sua obra. Enquanto isso, ele sofre inseguro, ansioso, por melhor que tenha
escrito sua obra.
(Aracaju, 22 de dezembro de 2025)

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